terça-feira, 29 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Corações esmagados pela urgência dos papéis..
Estamos tão felizes porque vai ser a festa de final de ano do nosso filho. O dia começa bem porque vamos ver o que ele é capaz mas depois tudo acontece, é preciso fazer tudo urgente. A chefia já não tem babes, já não se lembra de como é os olhinhos tristes e desiludidos de um babe que se esforçou tanto para decorar os passos da dança e a mãe não viu. E eu, a mãe que não viu os passos do filho, tenho o coração esmagado, as lágrimas nos olhos e não faço nada bem a partir daquela hora em que sei que ele está no palco à minha procura, sorridente, orgulhoso. E a chefia não quer saber. O importante é o trabalho, não o coração esmagado, a desilusão, a minha, a dele.
Foi a isto que chegámos. Uma sociedade que não quer saber se temos filhos ou não. Aliás, evita até saber, para depois não ter de ouvir sobre o ranho do babe, a dor de ouvidos, o fato de não conseguirmos articular uma frase direita porque ficámos acordados a noite toda a controlar a febre do babe.
Quando me perguntam pelo segundo filho, digo que não tenho tempo para um, quanto mais para dois. E todos me dizem, tudo se cria... Não, o meu coração não aguenta mais um babe de olhos tristes, a perguntar porque não o vou buscar à escola, a perguntar porque é sempre o primeiro a chegar à escola.
Esta semana estou assim, de coração partido porque o tempo não dá para tudo o que queria fazer.
Foi a isto que chegámos. Uma sociedade que não quer saber se temos filhos ou não. Aliás, evita até saber, para depois não ter de ouvir sobre o ranho do babe, a dor de ouvidos, o fato de não conseguirmos articular uma frase direita porque ficámos acordados a noite toda a controlar a febre do babe.
Quando me perguntam pelo segundo filho, digo que não tenho tempo para um, quanto mais para dois. E todos me dizem, tudo se cria... Não, o meu coração não aguenta mais um babe de olhos tristes, a perguntar porque não o vou buscar à escola, a perguntar porque é sempre o primeiro a chegar à escola.
Esta semana estou assim, de coração partido porque o tempo não dá para tudo o que queria fazer.
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